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Aprenda a reconhecer suas necessidades

  • 2 de fev. de 2023
  • 2 min de leitura

Atualizado: 30 de out. de 2025



Há momentos em que somos atravessados por perguntas profundas: “Quem sou eu?”, “O que eu quero da vida?”, “O que me dá prazer ou sentido?”. Essas questões existenciais são comuns e, muitas vezes, vêm acompanhadas de angústia. É como se estivéssemos perdidos dentro de nós mesmos, sem saber o que gostamos, o que buscamos, ou o que nos move.


Na Gestalt-terapia, essa sensação é vista como um desajuste entre o contato interno (nossas necessidades, emoções e desejos) e o externo (o mundo, as relações, as escolhas). Quando não há clareza sobre o que sentimos ou queremos, o mundo se torna confuso — e nós, fragmentados.


O paradoxo de querer resolver sem antes se conhecer

Vivemos em uma era de velocidade e excesso de estímulos. A todo momento, somos convidados a escolher: um produto, uma pessoa, um caminho. Mas como escolher, se não sabemos o que estamos buscando?

Esse é o paradoxo: queremos resolver, satisfazer, encontrar… mas não sabemos o que. E isso gera um ciclo de busca sem direção. Passamos horas nas redes sociais, deslizando telas, entrando em relações, consumindo conteúdos — tudo sem clareza do que queremos de fato. Quando não há uma necessidade consciente, qualquer escolha se torna aleatória. E o resultado é frustração, vazio, e a sensação de estar sempre indo para o “próximo” — o próximo story, a próxima pessoa, a próxima comida.


Como começar a buscar respostas

A boa notícia é que há caminhos possíveis. E tudo começa com uma pergunta simples, mas poderosa: “O que eu quero satisfazer agora?”

Aqui vão algumas dicas para iniciar esse processo:

  • Reconheça suas necessidades: Antes de buscar algo fora, volte-se para dentro. O que você está sentindo? O que está faltando?

  • Nomeie seu desejo: Ao usar um app de relacionamento, por exemplo, pergunte-se: estou buscando sexo, afeto, companhia, namoro? Nomear o desejo já reduz a angústia.

  • Faça pausas conscientes: Em vez de agir no automático, pare e reflita. Antes de iniciar uma conversa, visitar um lugar ou fazer uma escolha, pergunte-se: “Qual necessidade estou tentando atender?”

  • Aceite seus desejos sem julgamento: Desejar não é errado. O importante é reconhecer e se responsabilizar por aquilo que se busca.

  • Pratique o autocontrole como autorregulação: Saber o que se quer permite escolher com consciência. E isso é liberdade.


Aprender a reconhecer suas necessidades é um passo essencial para viver com mais presença, clareza e responsabilidade. Quando você compreende o que sente, o que busca e o que deseja, suas escolhas deixam de ser reações automáticas e passam a ser expressões conscientes de quem você é. E é nesse movimento de escuta interna que você se torna, de fato, protagonista da sua própria história.

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