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Biblioterapia como uma ferramenta de autocuidado

  • 11 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 25 de mar. de 2025


uma mulher sentada com livros na cabeça
Foto Alexandre Rust

Vivemos em uma sociedade marcada por excessos, onde estamos constantemente sobrecarregados de tarefas e responsabilidades. Esse ritmo frenético tem levado a um aumento significativo de sofrimentos mentais, que, em sua maioria, estão sendo tratados somente com medicação, em vez de serem devidamente questionados e compreendidos.


Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que aproximadamente 10% da população mundial sofre de transtornos mentais, porcentagem que representa mais de 700 milhões de pessoas. Quando o assunto é Brasil, os dados são ainda mais assustadores, já que o país lidera o ranking de ansiedade e depressão na América Latina, com cerca de 19 milhões de brasileiros nessas condições. Essa informação muitas vezes é consumida de forma superficial, assim como tantas outras que passam diante de nossos olhos diariamente.


A Psicologia desempenha um papel fundamental na promoção da saúde mental e frequentemente adota uma abordagem contracultural, especialmente ao lidar com tendências comportamentais que desrespeitam os limites psíquicos.


Diante desse cenário, é crucial destacar que há esperança. Podemos escolher conscientemente o que consumimos e por quanto tempo, assumindo a responsabilidade por nossa saúde mental e bem-estar. É nesse contexto que desejo apresentar a biblioterapia, uma prática ainda pouco conhecida.


Antes, é importante pontuar que o estudo Retratos da Leitura no Brasil revelou uma queda alarmante de 6,7 milhões de leitores nos últimos quatro anos, indicando um aumento no desinteresse geral pela leitura.


E você, está dentro ou fora dessa estatística?


O termo “biblioterapia” é formado pela junção de dois elementos:


“Biblio”, do grego biblion, que significa “livro”;


“Terapia”, do grego therapeia, que quer dizer “tratamento” ou “cuidado”.


A biblioterapia é uma prática que utiliza a leitura como ferramenta terapêutica para promover autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e uma nova perspectiva sobre o mundo.


A leitura certa, no momento certo, pode mudar tudo.


Ler livros tem se tornado um dos poucos momentos em que não somos bombardeados por anúncios e em que podemos dedicar nossa atenção exclusivamente à leitura.


Para praticar a biblioterapia, é importante selecionar livros e textos que ressoem com suas experiências pessoais e emocionais. Comece escolhendo obras que despertem seu interesse ou que abordem temas relevantes para o seu momento de vida. A leitura deve ser prazerosa e envolvente, permitindo uma conexão profunda com a história e os personagens.


Reserve um tempo diário ou semanal para a leitura, criando um ambiente tranquilo e confortável, livre de distrações. Esse momento dedicado exclusivamente à leitura será uma oportunidade valiosa para relaxar, refletir e nutrir sua mente com novos conhecimentos e perspectivas.


Além disso, considere participar de grupos de leitura ou discussões literárias, onde você possa compartilhar suas experiências e insights com outras pessoas. Essas interações podem enriquecer ainda mais sua compreensão dos textos e proporcionar um senso de comunidade e apoio.


Lembre-se de que a biblioterapia é uma ferramenta de autocuidado poderosa. Ao se permitir mergulhar nas páginas de um livro, você estará cultivando um espaço para autodescoberta, introspecção e crescimento pessoal.


Quer experimentar a biblioterapia e transformar sua relação com os livros? Fique atento aos próximos posts aqui no blog, pois compartilharei um pouco da minha experiência com a biblioterapia com vocês.




 
 
 

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