O que faz a vida valer a pena?
- 26 de nov. de 2024
- 3 min de leitura
Atualizado: 23 de mar.

Tenho uma profunda admiração pelo professor e filósofo Clóvis de Barros Filho. Entre suas diversas obras e reflexões, o livro A Vida que Vale a Pena Ser Vivida sempre me chamou especialmente a atenção. Afinal, desejar uma vida que realmente valha a pena é um anseio presente na existência de muitas pessoas. Inspirado por essa obra, compartilho três aspectos que transformaram minha maneira de viver e que ajudam a responder à pergunta: “O que faz a vida valer a pena?”
1. Buscar a Excelência de Si Mesmo
Clóvis ressalta que cada ser humano possui uma natureza singular, que nos diferencia mesmo em meio às semelhanças. Buscar a excelência significa desenvolver ao máximo essa individualidade, explorando nossas potencialidades únicas. A excelência pessoal, portanto, não é apenas um objetivo, mas um caminho para a felicidade autêntica.
2. Praticar a Solidariedade
Em contraposição aos valores dominantes da sociedade contemporânea, o autor defende que doar-se ao outro é alinhar-se ao sentido mais profundo da essência humana. A solidariedade não é apenas um gesto nobre, mas um elemento indispensável para que a vida seja significativa e digna de ser vivida.
3. Realizar o Propósito Pessoal
Reconhecer a singularidade da própria vida implica assumir a responsabilidade de deliberar sobre ela. Cada indivíduo carrega uma missão única, que exige coragem para enfrentar riscos, medos e desafios. Realizar esse propósito é o que conduz à verdadeira realização pessoal e dá sentido à jornada.
Além disso, é interessante observar como a psicologia, especialmente a Gestalt-terapia, que é a bordagem que trabalho na clínica, também enfatiza a importância do sentido da vida. Para essa abordagem, o ser humano é visto em sua totalidade (ecobiopsicosocial e espirítual) e a busca por significado é central na construção de uma existência saudável. A Gestalt-terapia valoriza o contato autêntico com o mundo e com os outros, estimulando o indivíduo a assumir responsabilidade por suas escolhas e a viver de maneira consciente no presente. Nesse contexto, encontrar um propósito e atribuir sentido às experiências não apenas fortalece a identidade pessoal, mas também promove equilíbrio emocional e bem-estar, tornando a vida mais plena e integrada. Como diz Paulo Leminski:
''Isso de ser exatamente o que se é ainda vai nos levar além''
Para te incentivar a aplicar os pontos destacados pelo autor, siga os 3 passos práticos:
1. Cultive a Consciência de Si
Reserve momentos diários para refletir sobre suas ações, escolhas e sentimentos.
Pergunte-se: “Estou vivendo de acordo com minha singularidade ou apenas repetindo padrões externos?”
Na Gestalt-terapia, esse exercício de presença e consciência ajuda a perceber o que é autêntico em você e fortalece o caminho rumo à excelência pessoal.
2. Exercite a Solidariedade Concreta
Estabeleça pequenas metas semanais de contribuição: apoiar alguém próximo, participar de uma ação comunitária ou simplesmente oferecer escuta genuína.
A prática da solidariedade não precisa ser grandiosa; o essencial é o contato humano verdadeiro.
Para a Gestalt, esse contato é transformador, pois cria vínculos que dão sentido à vida e ampliam a experiência de pertencimento.
3. Defina e Aja em Direção ao Propósito
Escreva quais valores e objetivos dão sentido à sua vida e escolha uma ação concreta para aproximar-se deles.
Encare os riscos e desafios como parte natural do processo de realização.
Na Gestalt-terapia, assumir responsabilidade pelas próprias escolhas é central: ao agir de forma consciente, você constrói uma vida alinhada ao seu propósito e experimenta maior plenitude.
Podemos dizer que viver uma vida que vale a pena é um exercício contínuo de consciência, autenticidade e responsabilidade. A busca pela excelência pessoal, a prática da solidariedade e a realização do propósito individual se entrelaçam com a necessidade de encontrar sentido, como destaca também a Gestalt-terapia. Quando nos permitimos ser quem realmente somos, em contato genuíno com o mundo e com os outros, abrimos espaço para uma existência mais plena, integrada e significativa. Assim, o caminho para uma vida que vale a pena não é apenas uma meta distante, mas uma prática diária de presença e transformação.
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