Os Mitos da Felicidade que nos Tornam Infelizes
- 27 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
Os mitos da felicidade: crenças que te afastam do bem-estar e como superá-las!

A busca pela felicidade é uma constante na vida humana. No entanto, muitas vezes nos vemos presos a ideias distorcidas sobre o que significa ser feliz—mitos que, ao invés de nos aproximar da plenitude, nos tornam mais frustrados e insatisfeitos. A psicologia e a Gestalt-terapia oferecem reflexões profundas sobre como essas crenças influenciam nossa percepção da vida e o nosso bem-estar emocional.
“ Felicidade se acha é em horinhas de descuido.” Guimarães Rosa
1. "Serei feliz quando alcançar determinada meta"
Um dos maiores equívocos sobre a felicidade é vê-la como um prêmio a ser conquistado após atingir um objetivo específico: um emprego ideal, um relacionamento perfeito, um status financeiro confortável. Essa visão cria um ciclo interminável de expectativas—quando finalmente alcançamos a meta, a satisfação é momentânea, e logo surge um novo desejo. A felicidade não está no futuro, mas na forma como vivemos o presente.
2. "Ser feliz significa estar sempre bem"
Outro mito comum é a ideia de que a felicidade é um estado contínuo de alegria e bem-estar, e que qualquer sofrimento indica que algo está errado. As emoções como tristeza, raiva e frustração são partes naturais da experiência humana. Negá-las ou tentar evitá-las pode gerar ainda mais sofrimento. O verdadeiro equilíbrio vem da aceitação plena do que sentimos e da capacidade de lidar com as dificuldades sem se culpar por elas.
“ Viver é a única forma de ser feliz.'' Guilherme Krauss
3. "Felicidade depende de encontrar a pessoa certa"
Acreditar que só seremos felizes quando estivermos em um relacionamento perfeito é uma armadilha emocional. Embora o vínculo afetivo seja essencial, depositar toda a responsabilidade da nossa felicidade em outra pessoa pode gerar dependência emocional e frustração. A individualidade e a autorresponsabilidade é fundamental na construção de um bem-estar genuíno.
4. "Ter mais coisas me fará mais feliz"
O consumo excessivo e a necessidade de acumular bens são frequentemente associados à felicidade, mas pesquisas da psicologia indicam que esse prazer é superficial e passageiro. O contato autêntico com a vida e com as experiências é muito mais satisfatório do que a busca incessante por mais coisas. Felicidade tem mais a ver com qualidade do que com quantidade.
5. "Se eu mudar, tudo será perfeito"
A crença de que precisamos mudar completamente para sermos felizes ignora que somos constantemente um processo, não um produto acabado. A Gestalt-terapia trabalha com o conceito de "autorregulação", que significa estar presente em sua realidade e fazer ajustes naturais conforme as necessidades surgem—sem cobranças extremas ou a ilusão de que existe um "eu perfeito" a ser alcançado.
Os mitos da felicidade nos afastam da verdadeira essência do bem-estar. Quando acreditamos que a felicidade depende de algo externo ou de uma condição ideal, acabamos nos tornando reféns de expectativas irreais. A psicologia e a Gestalt-terapia nos convidam a enxergar a felicidade como um estado de presença e autenticidade—não algo a ser conquistado no futuro, mas uma forma mais consciente e plena de viver o agora.



Comentários