Responsabilidade pessoal: superando a terceirização da vida adulta
- 11 de fev. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 25 de mar. de 2025

Quando nascemos, necessitamos do cuidado, amparo, orientação e proteção de outros. À medida que crescemos, desenvolvemos nossas próprias habilidades e capacidades de autogestão. Esse processo marca uma emancipação fundamental para que um adulto consiga lidar com suas próprias questões e escolhas. Em nossa cultura, esse marco geralmente ocorre aos 18 anos, e a partir daí, a expectativa é que cada pessoa seja capaz de se responsabilizar por sua vida. Entretanto, alguns adultos enfrentam grandes dificuldades nesse processo e adotam um modo de vida que terceiriza suas responsabilidades.
Aqui, não quero me apegar às causas desse comportamento, que podem estar relacionadas ao modo como a pessoa foi educada por seus responsáveis e à falta de incentivo à autonomia. Quero me aprofundar, primeiro, nas consequências de uma vida terceirizada e, segundo, em como mudar esse comportamento.
Uma vida terceirizada pode trazer várias consequências negativas para a saúde mental e emocional de uma pessoa, como:
Baixa autoestima: Quando uma pessoa terceiriza suas responsabilidades, pode sentir que não é capaz de lidar com suas próprias questões, o que pode levar a uma diminuição da autoestima.
Dependência emocional: A terceirização da vida pode criar uma dependência excessiva de outras pessoas, dificultando o desenvolvimento de habilidades de autogestão e autonomia.
Ansiedade e estresse: A falta de controle sobre a própria vida pode gerar sentimentos de ansiedade e estresse, pois a pessoa pode se sentir impotente diante das situações.
Dificuldades nas relações interpessoais: A dependência de outros pode afetar negativamente as relações interpessoais, criando conflitos e ressentimentos.
Sofrimento social: A terceirização da vida pode levar ao sofrimento social, caracterizado pela sensação de exclusão e precariedade nas relações sociais.
Antes de abordar o segundo aspecto, gostaria de enfatizar que, como mencionado anteriormente, as consequências de uma vida terceirizada empobrecem a experiência de vida de uma pessoa. Isso reduz a vida ao que os outros ao seu redor têm a oferecer, o que pode ser insuficiente. Inclusive, é comum ouvir de quem ainda não compreendeu sua responsabilidade sobre a própria vida frases como: "Não fiz porque você não comentou nada", "Não realizei meu sonho porque fiquei esperando sua resposta", ''a culpa é sua'' e "Não foi possível comprar isso porque você sempre atrapalha meus planos".
Essas falas deixam evidente que o foco da pessoa está direcionado para os outros, e não para si mesma, como responsável por sua vida e escolhas. Pensando em uma maneira de incentivá-lo a assumir sua responsabilidade pessoal, cito abaixo algumas possibilidades:
Autoconhecimento: Identificar suas emoções, pensamentos e comportamentos é o primeiro passo. Ter consciência de suas qualidades, limitações e valores pode ajudá-lo a tomar decisões mais assertivas.
Metas claras: Defina objetivos específicos e realistas para sua vida. Ter metas claras dá um sentido de direção e propósito, facilitando a autogestão.
Tomada de decisões: Pratique a tomada de decisões de forma consciente. Avalie os prós e contras e assuma a responsabilidade pelas escolhas feitas, sem culpar os outros.
Aceitação: Entenda que errar faz parte do processo de aprendizado. Aceite suas falhas e use-as como oportunidades para crescer e melhorar.
Autodisciplina: Desenvolva a capacidade de se manter focado e determinado em suas metas, mesmo diante de desafios e distrações.
Autoempatia: Seja gentil consigo mesmo. Pratique a autocompaixão e evite a autocrítica excessiva.
Buscar apoio: Não hesite em procurar ajuda quando necessário. Ter uma rede de apoio pode ser crucial para lidar com momentos difíceis.
Planejamento: Elabore planos e estratégias para alcançar seus objetivos. Um bom planejamento pode evitar a procrastinação e ajudar a manter o foco.
Reflexão: Reserve um tempo para refletir sobre suas ações e decisões. A autorreflexão é importante para ajustar comportamentos e melhorar continuamente.
Assumir a responsabilidade pela sua própria vida e deixar de terceirizá-la passa pelo entendimento da preciosidade que você tem em suas mãos, algo que não deve ser delegado a ninguém.
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