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Reta final de 2025: hora de olhar para dentro

  • 13 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

areia escorrendo pelas maos



Chegar ao final de mais um ano é uma oportunidade valiosa para refletir sobre a jornada até aqui. Assim como é natural começar o ano com expectativas e entusiasmo, também é comum encerrá-lo com a sensação de que não houve tempo suficiente para realizar tudo o que se desejava, e talvez, como muitos, você esteja se perguntando: ''Será que vivi tudo o que queria?''


Esse momento pode ser um convite para olhar para dentro. Refiro-me ao exercício de pensar sobre como cada área da sua vida foi transformada, ou não. Como nos lembra Martin Heidegger, filósofo, escritor e professor alemão, existem dois modos de existência: o modo cotidiano e o modo ontológico. O primeiro é vivido na rotina, no automático. Já o segundo nos provoca com perguntas essenciais, muitas vezes desconfortáveis, mas profundamente necessárias. Ele nos convoca a refletir sobre a vida e o modo como estamos vivendo.


Quero destacar a importância de cultivarmos esse olhar ontológico neste encerramento de 2025. Pensar é aprender, é se conhecer, é lidar com nossas questões a partir de um lugar de autorresponsabilidade, algo fundamental para o crescimento pessoal. Como disse o filósofo Sêneca:

“É preciso, durante toda a vida, aprender a viver e, o que talvez cause maior admiração, é preciso, durante toda a vida, aprender a morrer.”

Minha interpretação dessa frase é que aprender a morrer significa viver com consciência. Ao nos depararmos com a realidade da morte, passamos a valorizar a vida. Mas essa valorização não precisa esperar por um diagnóstico terminal ou por um momento extremo. Viver de forma autêntica é uma escolha, e parar para pensar é uma ferramenta mental essencial neste momento.


Quero compartilhar com você um caminho que costumo trilhar: um balanço geral e específico da minha trajetória. Separe um momento para responder às perguntas abaixo com sinceridade e sem pressa. Anote suas respostas e permita-se mergulhar nesse processo.


Balanço Geral

  • O que deu certo?

  • O que conquistei?

  • O que aprendi?

  • O que não deu certo?

  • O que não conquistei?

  • O que não aprendi?


Balanço Específico

Autoconhecimento e Emoções

  • Quais foram as experiências emocionais mais marcantes?

  • Quais emoções foram mais recorrentes ao longo do ano?

  • Em que momentos me senti mais autêntica?

  • O que me trouxe paz? O que me tirou do eixo?

  • Que medos enfrentei? Que medos ainda carrego?

Comunicação e Relações

  • Quais relações mantive e quais perdi?

  • Fui clara nas minhas comunicações?

  • Escutei com atenção quem está ao meu redor?

  • Fui honesta nas minhas relações?

  • Perdoei alguém? Perdoei a mim mesma?

Espiritualidade e Propósito

  • O quanto me aprofundei nas práticas espirituais que valorizo?

  • O que me conectou com algo maior?

  • Em que momentos senti propósito?

  • O que me afastou da minha essência?

  • Que práticas espirituais me sustentaram?

Trabalho e Realizações

  • Como fechei meu ano financeiro?

  • O que me deu orgulho profissional?

  • Que habilidades desenvolvi?

  • O que me frustrou no trabalho?

  • Estou alinhada com o que quero construir?

Corpo e Saúde

  • Cuidei do meu corpo? Como?

  • Respeitei os limites do meu corpo?

  • Dormi bem? Me alimentei com consciência?

  • Fiz pausas quando necessário?

  • Como meu corpo reagiu ao meu estilo de vida?

Tempo e Prioridades

  • Aprendi coisas novas?

  • Quais decisões foram difíceis de tomar?

  • Usei meu tempo com sabedoria?

  • O que deixei de lado que era importante?

  • O que priorizei que não merecia tanto espaço?

  • O que quero priorizar no próximo ciclo?

  • Como lidei com o trabalho?

  • Cuidei da minha carreira?

  • Faltou algo essencial?


Essas perguntas podem abrir espaço para muitas outras. O movimento de parar para pensar sobre o ano é tão cheio de nuances que não considero saudável reduzi-lo à simples classificação de “bom” ou “ruim”. A vida é mais complexa do que isso, e os aprendizados, muitas vezes, estão justamente nas entrelinhas.


Dedicar tempo a você e ao seu modo de viver é um exercício profundo de consciência. E, como diria Sêneca, também é uma forma de aprender a morrer. Que este texto seja um convite para iniciar essa jornada de reflexão, com coragem e honestidade.


A partir dessas respostas, poderemos pensar em como trilhar um novo ano de forma mais alinhada com quem somos e com o que desejamos. Mas isso… ficará para um próximo texto.


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