top of page

Tipos de fome

  • 12 de abr. de 2023
  • 3 min de leitura


Dando sequência nos temas que foram sugeridos por vocês, hoje, vamos falar sobre: tipos de fome. Se você, como eu, ficou surpreso em saber que existem outros tipos de fome, para além da de comida, está tudo bem. É um tema novo para mim, confesso, mas quero compartilhar o que encontrei sobre a temática, que é, por sinal, muito interessante. Vamos lá!


Jan Chozen Bays é professor Zen, autor, educador de alimentação consciente e pediatra especializado no trabalho com crianças vítimas de abuso. Ele é quem escreve sobre o tipos de fome, segundo ele existem nove tipos de fome, sendo elas:


Fome Visual

É aquela estimulada quando vemos algo que gostamos de comer ou alguma preparação bonita, colocada em pratos bonitos, mesa bonita feita com capricho. É muito estimulada em programas de culinária, na mídia e na publicidade de alimentos e/ou restaurantes.


É importante identificar que essa fome, quando na ausência de outras, não precisa necessariamente da ingestão de comida para ser atendida. A pessoa que está atenta e a percebe pode decidir apenas contemplar aquele alimento ou comer uma pequena porção.


Fome Olfativa

Sentir o cheiro do alimento é imprescindível para estimular o apetite e a vontade de comer! Alguma vez você já passou pela experiência de ter acabado de almoçar, entrar na cozinha e sentir o cheiro de um bolo assando e ter vontade de comer?


Muitos se culpam, achando que aquilo é gula, no entanto sentir o aroma de um bolo gostoso faz parte das nossas sensações corporais e ao respeitar e acolher essa fome a pessoa pode decidir se ou quando vai comer uma fatia de bolo sem culpa.


Fome da Boca

Esse tipo de fome é o que classifica um alimento como palatável ou não e é influenciado por diversos fatores como o genético, ambiental, cultural e ambiente familiar. Dessa forma, o que um classifica como agradável pode não apetecer o outro.


No comer com atenção plena se diz que a primeira garfada de uma refeição é a mais saborosa e ao longo da refeição a curiosidade e o interesse por aquele sabor podem mudar. Ao comer com atenção a satisfação pode vir pelo sabor e não pela quantidade!


Fome do Tato

Sentimos o alimento também pela textura, peso e temperatura! Comer uma manga com um garfo é bem diferente de chupar a fruta, assim como comer uma coxa de frango com as mãos ou no prato.


Fome do Ouvido

Ouvir o barulho de alguém comendo uma pipoca pode estimular a fome de quem gosta de pipoca… O que também pode acontecer com amendoim, salgadinhos, pepino, cenoura crua…. Alguns desses alimentos são ingeridos no “piloto automático”, de forma desatenta, o que pode ser estimulado justamente pelo ritual da crocância, barulho, mastigação, que dificultam a percepção de saciedade.


Fome do Estômago

É aquela que dá um desconforto na região abdominal… Sensação de vazio, dor, buraco, gosto ruim na boca. O estômago é bastante eficiente para sinalizar quando e quanto comer, mas não nos informa o que, pois a fome física é inespecífica e por isso precisamos aprender a acessar outras fomes.


Fome Celular ou do Corpo

Este tipo de fome está ligado a nossa capacidade inata de atender aos sinais internos de fome, saciedade, além da percepção da carência ou necessidade de nutrientes específicos. As influências de regras externas, como a prática de dietas restritivas com cardápios e horários específicos para se alimentar interferem negativamente na percepção dessa fome.


Fome da Mente

Essa fome está ligada às crenças, mentalidade de dieta, regras, padrões preestabelecidos, o que pensamos e acreditamos sobre comida e nutrição. O que pensamos sobre comida tem um impacto na forma como comemos e se os pensamentos sugerem regras e normas, as sensações internas como sentir fome uma hora após o almoço são ignoradas, criticadas e na maioria das vezes não atendidas de forma neutra, sem culpa.


Fome emocional

Quando a ingestão de alimentos está relacionada ao estado emocional (cansaço, privação de sono, ansiedade, depressão, angústia, alegria extrema) é dado o nome de fome emocional. Aqui, comer é uma maneira de compensar algum sentimento e aliviar a tensão.


Essa fome também está ligada às memórias e recordações. Reconhecer as emoções e aprender a identificar o que faria se sentir melhor pode evitar comer de forma reativa a situações negativas desejando suprir algo que não poderá ser suprido com comida.


Gostou de conhecer um pouco sobre os tipos de fome? Identificou uma que prevalece mais no seu dia a dia?


Faça uma reflexão e leve em consideração a sua integralidade, o que a fome comunica para você?


 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page