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A escolha de ser diferente

  • 20 de mar. de 2024
  • 3 min de leitura


uma mulher sentada no sofa com um notebook

Hoje eu quero conversar com você que é o primeiro da sua família a realizar algo novo, a romper com a herança geracional e que se deu a chance de ter uma vida diferente, ousada e fora da zona de conforto. É simples saber se você é essa pessoa, olha para ``dentro de casa`` para sua família e se pergunte se está seguindo o mesmo caminho de todos ou se percebe indo em uma direção que inclusive pode ser muito solitária. 


Nos últimos meses tenho pensado muito sobre esse assunto, primeiro porque passei por esse processo, fui e sou a primeira pessoa a realizar várias coisas novas diferente da minha família. Segundo porque escuto muitas histórias parecidas e sei que, uma pessoa que se dispõe a romper com paradigmas e crenças enfrenta obstáculos invisíveis e gostaria de falar sobre isso. Quando menciono obstáculos invisíveis, digo das questões emocionais que precisam ser enfrentadas nesse contexto. Obviamente, existem obstáculos tangíveis, porém quero focar naquilo que você não vê, entretanto te afeta de várias formas. 


A família sempre vai ser um ambiente de afeto. Porque mesmo que você não receba esse afeto, há uma expectativa intrínseca de que você deveria receber amor, cuidado e carinho dentro do seu lar. A instituição família já vem carregada de várias definições e perspectivas inerentes a vida. E, muitas vezes, o primeiro obstáculo que você precisa enfrentar é exatamente sobre a distinção do que é a sua família para você. Assim, você separa e enxerga o que de fato a sua família é, e talvez chegue em uma resolução difícil de lidar, como, por exemplo, de sua família não ser uma família afetuosa, que te dá respeito, cuidado e amor. 


O segundo obstáculo costuma ser o desafio de saber qual caminho seguir, se o seu desejo não é de replicar o que todos da sua família seguiram, desde comportamentos e também escolhas, como, para exemplificar,  se vai ser uma pessoa que resolve tudo brigando, gritando, se vai fazer faculdade ou não. Decisões essas que geram, naturalmente, um distanciamento. pense comigo. se você está inserido em um lugar onde todos bebem bebida alcoólica e você resolve não beber, você entende que esse lugar não vai te oferecer o que você busca?!


Por isso, pontuei que muitas vezes essa jornada é solitária, quem vai te apoiar a ter um comportamento distinto do que a pessoa faz?!


E passamos para o obstáculo da solicitude, da necessidade de construir uma nova rede de apoio, e isso é tão difícil! Aceitar o afeto, o amor e o carinho de quem QUER te oferecer e não de quem DEVERIA te oferecer. 


E por último, temos o obstáculo do senso de automerecimento. se você saiu, alçou novos novos e conquistou novas coisas e de repente olha para sua família, que se encontra na mesma condição e se culpa por isso, você precisa ressignificar o seu senso de automerecimento, porque, sim, quem se jogou nessa jornada foi você, quem expôs seu medos, quem ressignificou suas crenças, quem rompeu com alguns costumes, foi você. Se você tem dúvida se  merece ou não viver tudo oque adquiriu, não digo somente de bens materiais, mas também de relações saudáveis que você aprendeu a ter, de uma comunicação não violenta, de um afeto distribuído sem chantagem emocional. SIM, você merece. 


E se ao ler esse texto você compreendeu que está seguindo um caminho diferente, no entanto se percebe com dificuldade de lidar e sustentar esse movimento de mudança, eu gostaria de dizer que a bússola para onde seguir está dentro de você.


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