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Como é estar psicóloga

  • 29 de ago. de 2022
  • 2 min de leitura



Eu escolhi minha profissão, nunca tive dúvida do que fazer na faculdade, fazia sentido pra mim desde o 9º ano e era difícil ter que pensar em uma segunda opção quando as pessoas me questionavam. Saí da escola e passei mais 1 ano me dedicando aos estudos com o objetivo de conquistar uma bolsa, porque não era possível bancar o valor integral. Para minha grata surpresa, porque desconfiava da minha competência, consegui uma bolsa de 50% via ProUni, comecei os estudos me sentindo extremamente entusiasmada, seria eu a primeira pessoa da minha família pisando em uma universidade, pensa no nível de alegria que me encontrava, entretanto nem só de satisfação esse processo aconteceu, trabalhava e estudava (como a maior parte da população brasileira) então imagino que se você não passou por isso conhece alguém que lidava com uma rotina frenética entre estudo e trabalho, dormia pouco, estudava menos do que era exigido, me frustrava e chorei por muitas vezes em pensar que o real estava distante do meu ideal. Confessei todo esse início para vocês nem sei porque, comecei a escrever e as palavras foram se concretizando no "papel".

Foram 5 anos assim, entre "estou amando minha vida " e "vou desistir de tudo e vender minha arte na praia," sendo que nem arte sei fazer. Durou muito tempo, porém hoje caminhando para 2 anos de formada, parece até que foi pouco, bem louco isso, o tempo se torna relativo diante da perspectiva que quero ter, irônico também, e bem flexível, mais que muitas coisas da vida. Preciso manter o foco senão sou ser levada por reflexões filosóficas e vocês podem ser contagiados ou contaminados, brincadeira. Vamos aceitar o convite do presente, o aqui e agora, formada, trabalhando com minha profissão, e é um grande orgulho isso, porque apesar de nunca ter tido dúvida, havia um receio lá no fundo de que eu poderia formar e não atuar na área, o que tá tudo bem, para quem escolhe por isso, mas parece que comigo não poderia ser assim.

Deixa eu ir para a parte que me levou a escrever esse relato para vocês, mais do que formar e atuar na área, cometi um atrevimento em empreender, e amo essa parte! Bom, minha cabeça é criativa, inventa sobre tudo que pensa conhecer, e isso gera um frio na barriga, mão gelada e sensações que nem sempre são prazerosas, quem é criativo vai entender do que estou dizendo, o mundo interno está em constante criação, é isso. Como uma jovem recém formada, com pouco recurso financeiro e muito amor disponível, empreendo no que faz sentido pra mim, neste momento, e me sinto inteiramente realizada, se você está lendo esse texto, e não me acompanhada por aqui, deixa eu te contar sucintamente o que faço. Tenho 3 principais áreas de atuação, a clássica, na clínica, a comum, com recursos humanos, e a ousada, no terceiro setor, digo ousada não por ser difícil, mas porque doar tempo e amor gratuitamente em mundo capitalista não é simples para muitas pessoas.

Voltando no título e concluindo, estar psicóloga me faz sorrir, como agora, me brilha os olhos, desperta desejo, me impulsiona para o desconhecido e traz o grande privilégio de conhecer muitas e enriquecedoras histórias de vidas.


 
 
 

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