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Sair ou permanecer? Entenda o impacto emocional de deixar uma empresa

  • 1 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura
um homem carregando um caixa com itens de escritório

O vínculo entre um colaborador e uma empresa vai muito além de cumprir tarefas e receber uma remuneração. No ambiente de trabalho, criamos conexões, desenvolvemos habilidades, superamos desafios e compartilhamos momentos que, muitas vezes, ocupam mais tempo do nosso dia do que aqueles que vivemos com amigos e família.


Esse vínculo pode ser tão significativo que, mesmo em situações de relações abusivas ou insatisfatórias, sejam com pares ou superiores, muitos profissionais enfrentam dificuldades para se desligar. Você sabia que essa experiência pode gerar um processo semelhante ao luto? Mesmo com o papel essencial que o trabalho exerce em nossa validação social e emocional, é comum que muitas pessoas não percebam o impacto direto que ele tem sobre a qualidade de vida e o bem-estar e pensam que a dificuldade de sair do trabalho está relacionado apenas ao aspecto financeiro.


Deixar um emprego pode desencadear diversas emoções, como sentimentos de perda, medo do desconhecido e dúvidas sobre o futuro. A sensação de insegurança em relação às mudanças pode gerar ansiedade, enquanto o rompimento dos vínculos construídos ao longo do tempo pode provocar tristeza e até mesmo baixa autoestima. Além disso, em casos de relações abusivas, o profissional pode sentir um alívio imediato, mas ainda precisará lidar com as marcas emocionais deixadas pela experiência.


Se você está passando por esse dilema, reflita sobre as seguintes perguntas:

  • Que sentimentos surgem ao falar sobre o seu trabalho?

  • Quais eram suas expectativas ao ingressar nessa empresa? Elas foram atendidas?

  • Você sente ansiedade esperando pelo final de semana?

  • Fica frequentemente sem energia ao fim do expediente?


Sair do trabalho não é um fim, aqui estão alguns passos para enfrentar a transição com mais leveza:

  1. Acolha suas emoções: reconheça seus sentimentos e dê espaço para eles.

  2. Estabeleça uma rotina: manter a organização ajuda na adaptação ao novo momento.

  3. Invista em sua qualificação: aprender algo novo pode abrir portas.

  4. Cultive o autocuidado: priorize sua saúde física e emocional.

  5. Aprimore seu autoconhecimento: reflita sobre suas metas e valores.

  6. Acione sua rede de conexões: conectar-se com outras pessoas pode gerar oportunidades.

  7. Planeje sua carreira: delinear um caminho pode trazer clareza e motivação.


Não é comum começar um trabalho pensando em sair, tampouco desejar enfrentar situações de negligência, abusos de poder ou outros problemas semelhantes. No entanto, quando essas circunstâncias se tornam evidentes, é essencial não ignorar ou mascarar esse cenário.


Embora exista a responsabilidade da empresa em solucionar tais questões, essa é uma parte que está fora do seu controle e pode levar a uma espera interminável por mudanças que talvez nunca ocorram. Por outro lado, você tem o papel fundamental de validar seus sentimentos de desconforto e agir para se proteger. Reconhecer suas limitações e utilizar os recursos que estão ao seu alcance é uma atitude que preserva sua saúde emocional e fortalece sua posição como protagonista da própria jornada profissional.


Pense nisso!

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