A saúde social é o pilar que nos falta
- 15 de abr. de 2025
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O SXSW é o festival que conecta inovação, tecnologia e criatividade. A edição de 2025 ocorreu no mês passado, em Austin, e reuniu criativos, empreendedores, artistas e profissionais da indústria para compartilhar as tendências do mercado em várias áreas.
Ao falar de mercado, é inevitável abordar as pessoas e suas relações, que foram o ponto central da apresentação de Kasley Killam, cientista social formada em Harvard. Killam destacou como a saúde social está se tornando uma tendência essencial nas interações humanas.
A saúde social como prioridade
De acordo com Kasley, nos próximos 10 anos, a saúde social será uma das principais prioridades, superando até mesmo a saúde física e mental. Essa perspectiva ganha relevância especialmente em um contexto pós-pandemia, no qual a interação social foi drasticamente limitada.
Embora sejamos seres relacionais, isso não significa que todos possuem naturalmente a habilidade de se relacionar. A saúde social, como Killam descreve, é a capacidade de desenvolver e manter relacionamentos significativos, além de interagir regularmente com diferentes pessoas.
A regra 5-3-1 de Kasley Killam
Para melhorar a saúde social, Kasley sugere um conjunto simples de ações, conhecido como regra 5-3-1:
Cinco pessoas por semana: Dedique tempo a interagir com cinco pessoas diferentes a cada semana. Pode ser qualquer um — do colega de academia ao amigo do clube do livro ou até mesmo a pessoa sentada ao seu lado na igreja.
Três relações próximas: Cultive os laços mais fortes em sua vida, geralmente com familiares e amigos mais queridos.
Uma hora de interação social por dia: Tente incluir uma hora de interação social diariamente. Não precisa ser tudo de uma vez; pode ser distribuído ao longo do dia, como em blocos de 10 minutos. Combine isso com tarefas ou outras atividades, caso tenha uma rotina ocupada.
Apesar de ser um modelo prático, Killam reconhece que a regra 5-3-1 é adaptável. Assim como hábitos de exercício ou alimentação variam conforme a idade, saúde ou estilo de vida, o compromisso com a saúde social também deve ser ajustado de acordo com as necessidades específicas de cada indivíduo.
Mais do que seguir uma fórmula, a saúde social é sobre autenticidade e presença genuína. Trata-se de criar conexões verdadeiras e leais, com base em empatia e sinceridade. Afinal, relacionamentos significativos não são medidos pela quantidade de interações, mas pela qualidade dos laços construídos. Priorizar a conexão humana de maneira autêntica é fundamental para nossa essência como seres relacionais.
Além disso, aplicativos de relacionamento têm promovido eventos presenciais para facilitar interações genuínas, enquanto cafeterias estão criando ambientes mais convidativos para que as pessoas permaneçam por mais tempo, incentivando a sociabilidade. Você tem percebido essas mudanças? Já participou de algo parecido? Compartilhe suas experiências nos comentários! E para quem deseja aprender mais sobre como criar vínculos verdadeiros, recomendo a leitura do texto: Uma boa vida: como viver com mais significado e realização.

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